20/03/2017

Palavras ao vento: Eu não sei para onde quero ir...



Eu não sei se quero fazer faculdade de Direito ou de Publicidade. Biologia, quem sabe? Letras seria uma boa. Talvez medicina? Odontologia?
Eu não sei se gosto de azul ou rosa. Talvez eu goste mais de preto. Ou roxo. Ou cinza. Um pouco de amarelo não cai mal. Lilás, quem sabe?
Não sei se gosto mais de café ou chá. Ou achocolatado. Ou capuccino. Ou suco. Eu não sei, e quem sabe?
Não sei se gosto de correr na beira da praia e sentir a brisa me tocar, ou ficar parada observando as ondas. Não sei se gosto mais de cachoeira ou praia. Não sei, e quem sabe, afinal?

Tenho indecisões, tenho medos, inseguranças. Eu gosto é de controlar o tempo, de ficar olhando o relógio o tempo todo para que ele não escape de mim. Ele, o tempo. O tempo que corre, que voa. Que passa tão depressa quanto um piscar de olhos. Quando pisca, passou o tempo. Não há tempo para minhas indecisões, pois o tempo precisa de respostas. Na hora. E eu não as tenho. Eu não tenho tempo. Não há tempo para pensar, e isso me incomoda, um pouco. Me incomoda um tanto. Me incomoda muito. Eu sempre penso antes de escolher uma peça de roupa, um calçado. Mas agora, não dá tempo. Quando vi, já escolhi, o tempo se foi. E essas minhas escolhas, que antes me faziam pensar por horas e horas, hoje se tornaram simples, rápidas. Diretas. Tudo que eu nunca quis. Que o tempo passasse. Que não houvesse nenhum minuto em que o tempo pudesse ser eterno. Porque não há. Atrás do tempo, não existe nada.

Porque a vida é isso, a eterna busca pelo tempo. Pelo maior tempo. A gente segue na mesma ideologia de que um dia o tempo vai parar. De que um dia os segundos se tornarão frações maiores de tempo, e que cada vez teremos um pouco mais desse tempo todo. Mas é um engano. Nós nunca seremos donos daquilo que nos controla. Esse tempo, doido, só serve para provar que a vida é passageira, que a vida passa rápido, que ela não demora. E que se você perder tempo, vai ficar para trás.

Ninguém tem certeza de nada. Ninguém tem certeza de quanto tempo tempos. Ninguém quer ir. Mas também não querem ficar. Tempo, tempo, tempo...

Eu não sei para onde quero ir. Mas no final, sempre sei onde quero estar. Pra onde preciso voltar.

10/03/2017

Palavras ao vento: Sobre o tempo que desperdiçamos




Vivemos cronometrando o tempo. Querendo que ele passe depressa. Ou devagar. Trabalhamos com o que não gostamos, então torcemos que as horas passem rápido para irmos para nosso lar. Em casa, queremos que as horas passem rápido, para o final de semana chegar. E quando ele vem, torcemos para as férias de final de ano chegarem logo. Nunca estamos contente com o tempo. Sempre queremos dar um passo a mais. Estar em outros lugares, com outras pessoas. Estar uns anos a frente. Ou voltar alguns anos. Não conseguimos aproveitar cada momento.

Queremos que a escola passe rápido para a faculdade chegar. Quando chegamos na faculdade, queremos que ela passe rápido para que possamos começar a trabalhar com aquilo. Quando trabalhamos, queremos que a aposentadoria chegue, pois o trabalho é cansativo demais.

E sem perceber, acabamos não aproveitando a vida. Desejando e almejando sempre estar um passo à frente, não aproveitamos cada momento da vida especial como é. Querendo mais do que devemos, querendo sempre o futuro. Ou então tentando atrasá-lo. 

Um dia eu termino o ensino médio. 
Faculdade? 
Quem sabe um dia. 
Não é o momento para comprar uma casa nova, só louco compra algo na crise! 
Talvez um dia. 
Carro? Pra quê? Andar de ônibus é bom. 
Quem sabe um dia. 
Um dia. 
Quem sabe o dia?
Quem sabe se você estará vivo daqui um dia, daqui um mês, daqui um ano.

Amanhã eu visito minha mãe. 
Amanhã eu vou ao dentista. 
Amanhã eu passo no supermercado. 
Amanhã.
Hoje não dá, eu tenho que dar banho das crianças, levá-las pra creche, trabalhar, e a noite estarei cansada demais.
Amanhã é sábado. 
Tenho folga. 
Folga, eba! 
Opa, lembrei. 
Tem apresentação de balé amanhã.
Mãe, não vai dar pra ir aí.
Oi? É do consultório dentista? Vou ter que desmarcar a consulta.
Talvez dê tempo de ir ao supermercado.
Fechou as 20h? Poxa, não era até as 22h hoje?
E agora?

As pessoas correm contra o tempo, e o tempo corre contra elas. Você não tem controle sobre ele. É ele quem controla você. Somos escravos do tempo.

O que nos resta, é viver cada dia como se fosse o último. É fazer o que nos dá vontade, antes que o tempo passe, e a gente fique pra trás.

Sobre posts atrasados, metas 2017 e afins

Olá galera! Tudo certo com vocês? Confesso que apesar de estar mais presente no Youtube do que aqui (nem tanto, massss) sinto uma necessidade ainda de escrever para vocês. Sim, eu prometi que esse ano iria ser melhor, que eu finalmente iria me organizar com o blog, mas quem tem blog, canal e vida "fora disso" sabe como é. Eu "só" tenho 18 anos, mas trabalho, estudo, tenho namorado, família, e é difícil conciliar tudo. Então eu vim aqui me justificar, afinal, vocês merecem uma explicação justa, né?

Eu estou sentindo um afastamento por conta do público do blog. Não sei se é minha impressão, mas os acessos andam caindo bastante, parece que "ninguém mais lê" blog. Sério. Não sei se só eu estou sentindo isso, mas quem tem blog vai me entender. O Youtube cada vez maior, e o espaço para blogs cada vez menor. E eu me sinto com vontade de escrever, mas naquele dilema: será que alguém vai realmente ler o que eu tenho a dizer?

E falar é tão mais fácil. Ligar a câmera e conversar como se estivesse falando com uma amiga, é realmente muito mais fácil. Mas escrever é um hobbie que eu pretendo manter. Enquanto isto, vou tentando me desdobrar. Sei que tenho sido ausente, mas espero que nesse ano possamos encontrar um meio termo para o blog e o canal. Eu conto com vocês.

E eu resolvi fazer uma organização que pretende dar certo! Meu cronograma funcionará da seguinte forma: segundas e sextas, posts no blog. Quartas continuarão sendo o dia dos vídeos no canal. Acho que é a forma mais justa, e menos cansativa de manter tudo atualizado. O que vocês acham?

Além disso, estou planejando novos conteúdos para o canal. Já estou gravando novas coisas, quero trazer uma variedade maior de conteúdo para poder atingir novos públicos. É válido, né?

Enfim! Que 2017 seja bom para todos nós. 
Para quem me acompanhou até aqui, o meu MUITO OBRIGADA, e vamos lá!

Um beijo e até o próximo post.

21/09/2016

SOBRE O DIVÓRCIO DE ANGELINA JOLIE E BRAD PITT



Você é uma mulher linda, no auge dos seus vinte anos. Formada na faculdade e na pós, cursando o mestrado sem uma pausa sequer, carreira promissora... E aí você encontra um homem. Naturalmente, seguindo o ciclo da vida, vocês se casam. Adotam filhos. E todos têm vocês como exemplo de família perfeita, a exímia. E então vocês se separam. Assim, de uma hora para a outra. Decidiram, fizeram. Por impulso, talvez. Por perspectivas melhores, com certeza. Mas porque? Separar, assim do nada? Vocês eram perfeitos juntos. Ou então: E os filhos? Como se crianças não entendessem que pai e mãe não necessariamente tem de ser um casal. 

E aceitar o divórcio não é certo, nem errado, é apenas compreender que o Mundo não é como antigamente, onde o divórcio era visto como uma aberração. Sei que perante a sociedade mais antiga, o divórcio ainda não é aceito, embora ninguém saiba o que se passa entre um casal. Na vida a dois encontramos muitos problemas pela nossa caminhada, e um relacionamento exige uma base física e emocional capaz de superar os problemas, aceitar os defeitos, elogiar as qualidades, entender e corrigir os erros, dentre outras diretrizes importantes. Mais do que isto, é importante saber e entender que o outro é o outro, e você é você. Apesar de óbvio, muitos relacionamentos acabam porque as pessoas jogam sua felicidade, corpo e coração ao outro, e por um segundo esquecem de SE fazerem felizes. O outro não é a sua metade da laranja. Você é uma laranja inteira. A partir do momento que você entender que não basta se relacionar com os outros, o importante é se relacionar consigo mesmo, os seus relacionamentos serão 10000x melhores.

Já voltando para o divórcio, temos mães aconselhando filhas a continuar em um relacionamento abusivo e ruim, simplesmente porque pensam no dinheiro, no status do companheiro dela. Outros dão opiniões ridículas no casamento dos outros, como se estivessem vivendo aquela realidade. E citamos Angelina e Brad nas rodas de conversa do bar, muitas e muitas vezes. Meninas diziam que queriam um casamento "igual" o deles. E sim, eles passavam a imagem de perfeição. Só porque Angelina e Brad ganharam prêmios juntos, fizeram filmes juntos, não quer dizer que em casa eram um casal de Hollywood. Ninguém sabe se ele era um bêbado viciado e um estúpido com ela, ou se era uma pessoa maravilhosa no início mas se cansou do relacionamento e começou a agir como um babaca. Mas a sociedade julga como se o divórcio fosse o fim da vida. Como se ela, Angelina, tivesse jogado fora todos os anos ao lado dele por mero capricho. E nós sabemos disso. 

É normal cansar do seu relacionamento se ele vira monotonia e não é errado trocar se te faz infeliz. Errado é sustentar uma relação sem fundamento algum apenas por não aceitar os olhares alheios de pena, ou repressão. Errado é ser infeliz. Errado é não amar seu companheiro, e consequentemente, não se amar. 

30/08/2016

Sobre o machismo do Biel - e as consequências na sociedade

Olá galera! Tudo certo com vocês? Eu sei que esse assunto já está "batido". Mas cá entre nós, que ainda ouvimos aquele tio babaca falando que o MC "era uma criança e não sabia o que estava fazendo", ou aquele amigo declarando que "queria ser como o Gabriel -vulgo, Biel-" sabe... Essas "crostas" do machismo impregnado na sociedade. E não só de homens, mas de mulheres também. Me envergonho muito, mas já reproduzi o machismo dizendo frases do tipo "mulher tem que se dar ao respeito" "mulher não deveria ficar com tantos homens" e blá blá blás que a gente está cansado de ouvir. Sinceramente, é o que nos é passado de pai para filho (pais machistas, filhos machistas) e tomamos isso como verdade. Mas de uns tempos para cá eu tenho mudado meus gostos, estilos e também opiniões, é claro. E essas opiniões machistas deram lugar a opiniões "cada um faz o que quiser, e isso não me diz respeito". O que eu fico feliz de finalmente estar consciente de que a vida dos outros não é a minha, e por mais que a minha religião (cristã) indique-me a não fazer certas coisas, eu não posso proibir outras (exceto leis tá bom?). E é simples assim. Mas o caso do Biel me chocou, simplesmente por ser uma pessoa pública, que influencia milhões de adolescentes, que, como eu, ainda não tem seu pensamento totalmente formado. Estão em construção. E com as frases reproduzidas pelo Biel, esta construção será totalmente errada, da forma errada. Vamos aos dois tweets que eu separei para mostrar a minha opinião a vocês. 


Biel, caro Gabriel. Sua opinião é machista. Ponto. Ninguém pediu a sua opinião. Ponto de novo. Mas, mesmo se eu quisesse, não precisaria do seu respeito. Afinal, não sou um cachorro para implorar respeito. Você não me respeita, ok, eu entendo, mas não ao ponto de me julgar por minhas roupas (tomando as dores cof cof pois não uso decote) ou pelo meu comportamento. Homem nenhum deve falar o que uma mulher tem ou não de fazer, simplesmente porque ele só deve cuidar da vidinha dele. E não da dela. E desde que o seu respeito não interfira meu direito de ir e vir -COM A ROUPA QUE EU QUISER- eu não me importo com ele. Nem com você.

Não... Imagina se você esbanjasse como seria... Amigo, para que tá feio.

Como eu disse ali em cima, o mais tenso disso tudo é que as meninas de 12, 13 e até 14 anos (ou mais) que são fãs do Gabriel, acabam por acreditar nisso tudo e levar como pensamentos para a vida. E aí acabam tendo atitudes machistas por causa de pensamentos iguais ao dele. E isso é bem complicado na sociedade que está tentando quebrar vários preconceitos e opiniões machistas. Mas enfim, esse é só um desabafo de uma menina em construção. 

Espero que consigam visualizar o que eu queria fazer entender por esse texto.

Um beijo.
Até o próximo post.
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