19/07/16

POR QUAL RAZÃO ESSES BLOQUEIOS DO WHATSAPP PODEM SER PERIGOSOS?


Olá galera! Eu resolvi falar de um assunto bem sério aqui e que me fez refletir bastante a respeito. Hoje lá pelas 11hrs da manhã o Whatsapp parou de funcionar. Mais um bloqueio. E aí, meu caro, entra a parte inteligente da história. Os motivos pelos quais bloquear o Whatsapp a favor da justiça é tão ruim assim.

1. Vendas

"O Brasil já está na crise né? Então vamos piorar!" Parece que é assim que os juízes pensam ao determinar tal lei. Primeiro porque, muitas lojas hoje utilizam o Whats para vender seus produtos, fotógrafos mandam prévias de suas fotos por lá, e assim vai. Na crise que estamos, não há espaço para perder dinheiro. E bloqueando o Whatsapp, que é um meio de comunicação, torna as coisas muito piores. Sem falar nos que são vendedores autônomos, não possuem loja física, e dependem muito mais do serviço

2. Prender bandido? Será?


Todos sabem que os ladrões, bandidos, etc são muito espertos. Vocês sinceramente acham que bloquear o Whatsapp vai ser o suficiente para desmascarar uma quadrilha? Eu não! Eles tem zilhões de outros aplicativos para usar, e mesmo se dependessem do Whats, vai virar folia? Porque quatro vezes diferentes já, é definitivamente folia. Vamos ver se os bandidos vão ser realmente capturados...

3. Motivos constantes

Sempre haverão bandidos, sempre haverão conversas para serem verificadas. Se o Whatsapp usa criptografia, a solução para esses juízes é simplesmente bloquear o aplicativo. E como o tio Mark não quer colaborar para as investigações (e nem pode!) o aplicativo vai parar de funcionar cada vez que os juízes estiverem insatisfeitos.


4. Ditadura

Que os juízes brasileiros estão totalmente errados em tomar essas atitudes, todos concordam. Mas o motivo para não concordar, geralmente é a comodidade. O motivo correto, se trata de uma posição de liberdade de cada pessoa. Bloquear um aplicativo tão utilizado e essencial, é bloquear a comunicação de milhares de cidadãos. Aliás, é jogando quem quiser se comunicar para o covil das operadoras carérrimas, por muitas vezes sem área e sem respeito com o consumidor. E isso, meu povo, é um passo para a ditadura.

Espero que vocês tenham entendido a mensagem do texto! Um beijo!

27/06/16

15 DICAS PARA VOCÊ CONSEGUIR TERMINAR O SEU TCC


Olá galera! Tudo certo com vocês? Bem, para quem não sabe, faço o Ensino Médio integrado ao Ensino Técnico de Administração, e estando no quarto (e último!!) ano, tenho o projeto de conclusão, ou Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A palavra "TCC" até causa alguns espasmos nas pessoas, mas já vou logo avisando: não é um bicho de sete cabeças. Digo isso porque estou vivendo o momento, e realmente, é trabalhoso, mas não tem segredo algum. Aliás, até tem. Paciência, muita paciência. E também um pouco de amor. Mas aqui vão as "dicas de amiga" que eu gostaria que alguém tivesse me falado, bem antes de começar. 

1. Anote TODAS as ideias que vierem na sua cabeça.
2. Selecione um tema que você se identifica e conhece, ou QUER conhecer.
3. Veja se há informação suficiente sobre aquele tema na Internet, livros, onde você pensa em pesquisar.
4. Tenha justificativas plausíveis para tratar daquele tema, um interesse especial, uma ideia nova...
5. Quanto mais interessante perante a atualidade o tema for, melhor.
6. Fale com seu professor orientador, e explique sua ideia.
7. Após a aprovação, você continua o processo. Se não, volta para a 1.
















8. Depois de aprovado, comece conceituando o que você precisa. Anote tudo o que é importante.

9. Procure especialistas na área que você está estudando -fazendo o trabalho- e pergunte a eles sobre todas as dificuldades naquele tema.
10. Quanto mais fontes de pesquisa você conseguir, melhor. Lembre-se de pegar sempre informações confiáveis.
11. Para formatar o trabalho, use sempre o modelo da ABNT.
12. Esteja preparado para as perguntas que surgirem durante a apresentação. Pense em tudo que pode ser questionado, e treine a resposta.
13. Jamais deixe falhas no trabalho que você não pode consertar. Sejam escritas, falhas técnicas, ou justificativas que não "batem", não fazem sentido.
14. Revise. MUITO. Várias vezes. Ter erros de português é inadmissível em um trabalho desse porte.
15. E nunca, nunca salve em apenas um lugar. Tenha no mínimo dois pendrives, ou salvo no e-mail, enfim. Garanta sempre que não irá se perder de jeito nenhum.

Espero que vocês gostem das dicas e sejam super úteis! Um beijo, e até o próximo post.

21/06/16

Resenha: Como eu era antes de você (Filme)


Olá galera! Tudo certo com vocês? No sábado (18/06) fui ao cinema com meu namorado para assistir Como eu era antes de você. Li o livro no ano passado, e como amei, estava super ansiosa para conferir a adaptação.

O filme/livro trata da história de Will Traynor, sob a narrativa de Louisa Clark. Will tem 35 anos, é milionário, agressivo e mal humorado, e após um atropelamento acaba ficando tetraplégico. Louisa tem 26 anos, ex garçonete, não tem planos futuros, ainda mora com os pais, e tem um namorado meio doidinho que não tem nada a ver com ela. Após ser demitida do café onde trabalha, está a procura de um novo emprego, quando é contratada para ser a nova cuidadora de Will por seis meses. Através do bom humor de Lou, ela faz com que ele se torne seu amigo, voltando a ser bem humorado como era antes do acidente.


O livro e o filme nos fazem pensar muito sobre as dificuldades de ser uma pessoa com deficiência física, na limitação que eles têm. Além disso, trata de amor, morte, tristeza, e a principal temática do filme, para mim, é tratar de oportunidades. De nunca se acomodar. Pois sonhar, ter planos futuros, é tudo que devemos ter. Eu me senti orgulhosa pela Lou do final do filme. Com certeza conseguimos perceber a evolução dela ao longo do filme, e o tanto que Will fez bem para isso.

Porém, tenho em mente que adaptações são feitas por diretores que não leem os livros originais. Desta vez, posso dizer que leram apenas parte do livro. No filme, faltaram muitos detalhes, como por exemplo, a história da amante do Sr. Trainor, ou a parte onde Louisa entra em um grupo para apoio a deficientes on-line. Ou a parte em que Patrick troca ela por uma outra menina atlética. Enfim. Coisas que dariam gancho para o segundo filme. 

É um filme que gostei muito, embora como falei, tenha essas certas "mudanças" em relação ao livro. Mas não deixou o filme ruim, muito pelo contrário. O filme consegue te emocionar -e muito-. Confesso que imaginava a Dignitas de uma forma diferente, e tudo ali no filme não batia com a minha imaginação ao ler o livro. Só que isso não é algo totalmente ruim. Eu realmente fiquei surpresa com algumas cenas em que eu sabia exatamente o que os atores iriam falar, e outras que não tinham no "script" hehe. 

Espero que gostem do filme assim como eu gostei! Se for para dar uma nota de 0 a 10, seria 9,5!

Um beijo, e até o próximo post.

17/06/16

RESENHA: HOW TO GET AWAY WITH MURDER (PRIMEIRA TEMPORADA)


Olá galera! Tudo certo com vocês? Estou aqui para falar um pouco sobre a série que vem ganhando o meu coração nesses últimos dias. Para começo de conversa, deixa eu explicar como cheguei até ela. Simples, estou no último ano do ensino médio, e em dúvida quanto à faculdade. Sempre disse a mim que meu desejo era fazer publicidade e propaganda, devido à facilidade em me comunicar, porém, pensando melhor, cogitei cursar Direito. E me apaixonei. Foi aí, que procurando no Netflix, encontrei How to get away with murder, ou como preferem, HTGAWM. E eu amei, para dizer de início. Uma das melhores séries que já vi, sem sombra de dúvidas.

Vamos do começo: A série tem como protagonista Annalise Keating (Viola -maravilhosa- Davis), uma professora de Direito penal da Universidade fictícia de Middleton, Filadélfia, e seus alunos. Cinco deles são selecionados para trabalhar com ela em seu escritório. São eles: Asher Millstone, Connor Walsh, Laurel Castillo, Michaela Pratt e Wes Gibbins.

Annalise é casada com Sam Keating, um psicólogo, e relaciona-se escondido com Nate Lahey, um detetive que conheceu em um de seus casos. Mas tudo entra em crise, e Annalise e os cinco alunos acabam envolvidos em um assassinato.

A série se desenvolve muito bem na primeira temporada, e tem uma história fantástica. Pelo que notei, não há falhas grandes e o enredo prende muito bem. A série não enrola muito para acontecer as coisas importantes, mas têm flashbacks que ajudam a adivinhar antes do tempo. Ou tentar adivinhar... Me lembra um pouco CSI pelo tanto de Investigação Criminal que os alunos fazem para achar "furos" nos casos e assim conseguir defender os réus. Eu amei e não tenho nada para ressaltar de ruim na série, até porque não sou especialista, vejo o que o Netflix indica, e portanto, o que ele acha que vou gostar. E olha, ele quase sempre acerta!

Assisti duas temporadas em menos de duas semanas (detalhe: O único período livre que tenho durante a semana é das 19h00 as 21h00, ou seja...). Ela é daquelas que você assiste um EP e já não quer mais parar até ver tudo, sabe? E eu estou simplesmente viciada. Além dessa série, assisto outras que também quero trazer por aqui. Mas antes disso, irei terminar de assistir a segunda temporada de HTGAWM.

Espero que vocês gostem da série! Me contem abaixo quais séries vocês estão assistindo, pois preciso de indicações! Quero muito começar novas. 

Beijos, até o próximo post. 









06/06/16

EU FUI ABUSADA. E AINDA SOU TODOS OS DIAS.



Essa noite eu sonhei que fui abusada. Estava sozinha, e três homens me abordaram. Começaram a passar suas mãos repugnantes em mim, e eu tentei me levantar, tentei fugir, porém me seguraram. Comecei a gritar e a pedir socorro, haviam muitos carros passando -o trânsito estava praticamente parado- mas ninguém parava, ninguém queria me ajudar. Ninguém se importava comigo. Acredito que estavam pensando que fosse uma briga de casal, e não queriam se meter. Afinal, em briga de marido e mulher, não se mete a colher, né? Que ditado mais ridículo! A mulher apanha, e ninguém mete a colher. Ninguém se mete. "Depois ela volta pra ele e a gente passa por ruim". É o que dizem. Mas naquela hora, eu não era a mulher. Eu era vítima. Eu nem os conhecia. E mesmo se os conhecesse, eles não tinham direito de me abusar daquela forma. Eu era indefesa. 

Eram três homens. Três. Um. Dois. Três. E eu uma. Uma. Uma só. Só. Sozinha. Não havia mais o que fazer. Chorar? Gritar? De nada adiantou, ninguém vinha a meu favor, ninguém vinha me socorrer. 

Me senti culpada. Eu estava no lugar errado, na hora errada, não é? Aquele bairro eu não deveria estar frequentando. Aquela rua estava muito escura (mesmo que foi em plena luz do dia). Uma moça não deve andar sozinha por aí. Minha calça jeans e meu moletom de menino estavam vulgares demais, né? Mulher direita não provoca. Se eu tivesse em casa isso não aconteceria. Eu deveria saber me defender. Eu deixei. Eu quis. Eu estava pedindo. Eu sempre desejei ser abusada. 

Será que eu preciso dizer um "só que não" ou dá para entender que mulher nenhuma pede isso? Que a gente é vítima, e não culpada? Que o estupro não se justifica em base nenhuma, quanto menos em roupa? Que nada é mais repugnante que um estuprador? Que eu sinceramente não acredito na prisão deles? Saem, e voltam a ser os mesmos psicopatas. Doentes. Que prazer em machucar em uma mulher? Forçá-la a algo? Isso para mim é o pior indivíduo de uma sociedade.

E nem foi só esse abuso. Eu também fui abusada por aquele meu tio que disse que "lugar de mulher é na cozinha". Fui abusada pelo meu pai, que não ajuda no serviço de casa porque "isso é coisa de mulher". Fui abusada pelo meu irmão que joga videogame enquanto eu limpo a casa. Abusada pelo meu vô que diz que "mulher não serve para nada". Abusada por aqueles que dizem que se eu fui traída, foi porque "meu marido não tinha em casa". Abusada por aqueles que dizem que a culpa é minha. Sempre minha.

E eu apenas sonhei com isso. Mas milhares de mulheres têm seus pesadelos realizados todos os dias. Atormentadas pelo resto da vida, com medo, com traumas que jamais serão superados. Mulheres que perderam sua infância, adolescência, seu namoro, casamento, talvez até perderam a sua vontade de viver. Quem sou eu para julgá-las? O trauma, as dores. Ninguém sente, somente elas. O que podemos fazer é nos compadecermos. 

Somos Maria, Beatriz, Inês, Lavínia, Letícia. Somos Isabela, Isadora, Luana. Somos Otávia, Flávia, Thabata. Somos todas elas. Somos todas as histórias delas. Somos as vidas delas. Ou de nenhuma delas. O fato é que somos mulheres. Eu, você. E NÓS merecemos ser RESPEITADAS. 

Baseado em fatos reais (e sim, eu ainda estou traumatizada com o sonho).

PS: Eu não me intitulo feminista. Eu não luto pelo direito das mulheres, não sou ativista. Estou apenas lutando pelo MEU direito. De não mais ter pesadelos com isso. De isso não me atormentar quando saio de casa à noite. De não viver com medo.
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