28/04/2014

Palavras ao vento - John, esse teu nome não me confunde mais.





John, eu sentira tua falta durante 5 meses. Eternos 500 anos na minha vida. Mas eu resolvi escrever. Voltei sabe? Para mim, e essa é uma carta de minha ida promíscua. 

John, esse teu nome comum não me apega. Essa tua maldade sincera não me afronta. John, esse teu nome está em todos os ares. Esse teu amor por café e terror me dá um dó. Essa tua paciência irreverente para videogames me dá um afogo. Essas tuas madeixas puras e esse sorriso torto, fazem do meu corpo robusto, absorto. Esse músculos finos e macios dão o ar de juventude natural, que por nossa hora, não se perde em treinos. 

John, esse teu nome comum, e esse teu riso cavernoso, por Deus! Como é gostoso. Esse teu som rouco, é o vento soprando felicidade em dobro. John, esses teus olhos castanhos escreveriam um livro. A sua mania de fazer agora me espanta. Essa tua pele pálida, encanta. John, com esse teu nome comum, não dá pra se apegar. Com essas palavras toscas só tem uma língua pra brotar, são confusas e toscas, difíceis de lembrar. John, que mal lhe diga, se não fosse teu abraço acalorado, esses teus passos incessantes, me mostre. John, tuas piadas bruscas, teu mau humor fora de hora resplandecem no meu entristecer. Se te importas com essas muitas duvidas, desculpe, fazer o quê.

John, esse teu nome comum ofusca meu saber, não me apega nem renega. Essas tuas mãos gélidas e os teus caninos amistosos, esse teu peito farto de afagos e esse meu colo vazio de você.

John, que esse tempo não seja em vão, que o amor dure mais esse verão. Que na rádio toque tua canção, que o teu beijo não pondere sobre a minha boca. Que a saudade não releia o meu endereço, e que você não me procure mais. John, esse teu nome é comum demais. Essa tua esperteza é fugaz. Que mefítico não fiques jamais, esse nosso dorso é um tratado de paz.

John, antes que eu pereça, quero lembra-te que o amor não é uma estação, O amor é um trem, e de todas as paradas, noites que foram sombrias sem tuas mãos, esqueça, eu sou apenas um vagão. 

Texto por: Julia Beatriz 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

© Hi, Cultura! . Powered by Blogger :: Voltar ao topo imagem-logo